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Leucemia: sintomas e sinais para ficar de olho!

  • Foto do escritor: Cliniprev
    Cliniprev
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

uma pessoa segurando um laço laranja

O mês de fevereiro traz uma cor importante para o calendário da saúde: o laranja, você já conhecia? O Fevereiro Laranja é dedicado à conscientização sobre a leucemia e à importância da doação de medula óssea. Mas, independentemente do mês, entender os sinais que o corpo dá é fundamental o ano todo.


Muitas vezes, a leucemia pode começar de forma silenciosa ou ser confundida com problemas comuns, como uma gripe que não passa ou um cansaço excessivo. Por isso, a informação é a melhor ferramenta para o diagnóstico precoce.


Neste conteúdo, vamos explicar o que é a doença, quais são os principais sintomas e sinais da leucemia e, principalmente, quando é hora de procurar um médico para uma avaliação. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto!


Leucemia: o que é e como se desenvolve


Antes de falar dos sintomas, é importante entender o que acontece no organismo. A leucemia é um tipo de câncer que tem origem na medula óssea, a parte interna dos ossos, responsável por fabricar as células do sangue.


Na leucemia, a medula passa a produzir glóbulos brancos (leucócitos) de forma descontrolada e anormal. Essas células doentes acabam ocupando o lugar das células saudáveis, impedindo que o sangue cumpra suas funções vitais, como combater infecções e transportar oxigênio.


Tipos de leucemia: aguda e crônica


A doença não se manifesta sempre da mesma forma. Ela é dividida principalmente em dois grupos, o que influencia diretamente em como os sintomas aparecem:


  • Leucemia aguda: as células doentes se multiplicam muito rápido. Os sintomas costumam aparecer de forma repentina e intensa;


  • Leucemia crônica: a doença evolui lentamente. O paciente pode passar meses ou até anos sem sentir nada, descobrindo o problema apenas em exames de rotina.


Como a leucemia afeta o corpo


Os sinais da doença surgem justamente porque as células leucêmicas atrapalham a produção das células "boas". Isso gera três problemas principais no sangue: falta de glóbulos vermelhos (anemia), falta de plaquetas (problemas de coagulação) e falta de glóbulos brancos saudáveis (baixa imunidade).


Sintomas iniciais de leucemia


Quando falamos em leucemia, sintomas e sinais iniciais podem ser inespecíficos. Isso significa que eles se parecem com outras condições menos graves. Porém, a persistência desses sintomas é o maior sinal alerta.


Fadiga intensa e fraqueza constante


Diferente daquele cansaço comum após um dia de trabalho, a fadiga da leucemia é exaustiva e não melhora com repouso. Ela ocorre devido à anemia, pois o corpo não recebe oxigênio suficiente para gerar energia.


Febre persistente e infecções recorrentes


Como a imunidade está comprometida, o corpo tem dificuldade em combater vírus e bactérias. Uma febre que vai e volta sem motivo aparente (como uma gripe ou dor de garganta visível) merece investigação, assim como infecções que demoram muito para curar.


Manchas roxas e sangramentos frequentes


Este é um sinal clássico de plaquetas baixas. Podem surgir manchas roxas na pele (equimoses) sem que a pessoa tenha batido em lugar nenhum, ou pequenos pontos vermelhos chamados petéquias. Sangramentos no nariz ou na gengiva ao escovar os dentes também são comuns.


Palidez e perda de peso inexplicável


A palidez, especialmente nas mucosas (parte interna do olho ou boca, por exemplo), é reflexo da anemia. Já a perda de peso ocorre sem que a pessoa tenha feito mudanças na dieta ou alterado a rotina de exercícios, e por muitas vezes é acompanhada de perda de apetite.


Sinais menos comuns que podem indicar leucemia


Além dos “sintomas clássicos”, existem outros sinais que podem aparecer dependendo do tipo de doença ou de onde as células doentes se acumulam.


É possível notar inchaços indolores (ínguas) na região do pescoço, axilas ou virilha. Diferente de uma íngua causada por uma infecção simples, na leucemia esse inchaço pode persistir por mais tempo.


Alguns pacientes relatam sentir-se “cheios” logo após começar a comer. Isso pode acontecer porque o baço ou o fígado aumentam de tamanho devido à infiltração das células leucêmicas, pressionando o estômago.


Além disso, o acúmulo excessivo de células dentro da medula pode causar uma pressão interna nos ossos, gerando dores profundas nos braços, pernas ou costelas.


Existe um outro sinal de alerta, conhecido como um dos “sintomas B”, comum em doenças hematológicas: o suor excessivo. Acordar com a roupa de cama ou pijama encharcados de suor, mesmo em dias que não estão muito quentes.


E por fim, é importante mencionar que os sintomas podem se manifestar de formas diferentes na leucemia aguda e na leucemia crônica. Na primeira, a evolução é rápida e exige busca imediata por pronto atendimento, já na segunda, o paciente se sente bem e só descobre alterações ao fazer um hemograma de rotina.

Por isso é tão importante não pular o check-up anual!

Como o diagnóstico de leucemia é feito


A suspeita geralmente começa em exames simples e acessíveis, disponíveis em qualquer laboratório. Como você deve ter percebido, os sintomas são até meio comuns a diversas outras enfermidades.


O hemograma, por exemplo, é um dos exames de triagem mais importantes. Embora ele não confirme a leucemia sozinho, ele mostra alterações muito sugestivas, como contagem muito alta ou muito baixa de leucócitos, presença de células imaturas (blastos) e plaquetas baixas.


Caso o médico note alterações no hemograma, ele solicitará exames mais específicos, como o mielograma (análise direta da medula óssea) e a imunofenotipagem, para confirmar o diagnóstico e identificar o subtipo da doença.


Quando procurar um médico?


Não precisa entrar em pânico a cada mancha roxa que aparece. O segredo é observar a duração e a combinação dos sinais. Procure ajuda médica se:


  • Os sintomas persistirem por mais de duas semanas sem melhora;


  • Houver sangramentos espontâneos ou febre sem causa;


  • Seu exame de sangue de rotina apresentar alterações significativas.


O diagnóstico precoce é o maior aliado do tratamento. Quando descoberta no início, as chances de controle e cura da leucemia aumentam significativamente.

A prevenção e o diagnóstico rápido começam com o cuidado básico. Na Cliniprev você tem acesso a consultas com clínico geral e exames laboratoriais completos, como os que citamos no texto, essenciais para monitorar sua saúde.


Se notar qualquer sinal diferente no seu corpo, não espere. Agende sua consulta e mantenha seus exames em dia.



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