Por que os homens vão menos ao médico? Entenda as causas e como mudar essa realidade
- Cliniprev

- 12 de nov.
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Por que os homens vão menos ao médico?
Apesar de vivermos em uma era em que a informação está ao alcance de todos, ainda existe uma grande diferença entre o comportamento de homens e mulheres quando o assunto é cuidar da saúde.
Dados do IBGE mostram que os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres, e um dos principais motivos é justamente a falta de acompanhamento médico regular.
Muitos homens só procuram ajuda médica quando sentem dores fortes, quando o problema já interfere na rotina ou quando alguém da família insiste. Mas por que isso acontece?
A resposta envolve fatores culturais, emocionais e sociais que criam uma barreira entre o homem e o consultório médico.
1. A cultura do “homem forte”
Desde cedo, muitos meninos aprendem que demonstrar fraqueza não é aceitável.
Frases como “homem não chora”, “aguenta firme” ou “isso passa” moldam uma ideia de que o homem deve ser resistente, invulnerável, inclusive quando se trata da própria saúde.
Essa crença cultural, enraizada em várias gerações, faz com que muitos homens associem o ato de procurar um médico à fraqueza ou à perda de controle.
No entanto, cuidar-se é um ato de coragem e responsabilidade, não de fragilidade. Procurar ajuda quando necessário é o primeiro passo para manter a saúde em dia e garantir qualidade de vida.
2. Falta de tempo (ou de prioridade)
Outro motivo comum é o argumento de “não tenho tempo”.
Entre o trabalho, os compromissos e as responsabilidades familiares, as consultas médicas acabam sendo adiadas. Mas o que parece falta de tempo, na verdade, é muitas vezes falta de prioridade.
É importante lembrar que a prevenção é sempre mais rápida, simples e barata do que o tratamento de uma doença avançada.
Uma consulta de rotina pode evitar longos períodos afastado do trabalho, sofrimento e até complicações graves.
3. Medo do diagnóstico
O medo é um dos fatores mais silenciosos, mas também um dos mais poderosos.
Muitos homens evitam o médico por receio de descobrir que algo está errado.
Esse comportamento é conhecido como evitação do diagnóstico e pode ser extremamente perigoso, pois doenças silenciosas, como o câncer de próstata, diabetes ou hipertensão, podem evoluir sem sintomas por anos.
Encarar o medo é essencial. Saber cedo é poder agir cedo, e isso faz toda a diferença no resultado do tratamento.
4. Falta de vínculo com profissionais de saúde
Diferente das mulheres, que desde cedo criam o hábito de visitar o ginecologista e realizar exames de rotina, os homens raramente mantêm um vínculo com um clínico geral ou especialista.
Ter um médico de confiança faz com que o homem se sinta mais à vontade para falar sobre suas dúvidas e dificuldades, reduzindo a resistência ao cuidado preventivo.
As consequências de adiar o cuidado
Evitar o médico pode parecer inofensivo no curto prazo, mas os efeitos se acumulam com o tempo.
Sem acompanhamento, doenças comuns em homens, como colesterol alto, hipertensão, diabetes e câncer de próstata, podem ser descobertas apenas em estágios avançados, quando os sintomas já se tornaram graves e o tratamento é mais complexo.
Novembro Azul: um convite à prevenção
O Novembro Azul é uma campanha mundial dedicada à conscientização sobre a saúde do homem, especialmente sobre o câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil.
O principal objetivo da campanha é quebrar o silêncio e incentivar os homens a buscarem acompanhamento médico regular, e lembrar da importância de olhar para a saúde masculina, incluindo corpo e mente.
Doenças que merecem atenção especial
Câncer de próstata: geralmente não apresenta sintomas no início, por isso os exames preventivos são fundamentais.
Hipertensão e doenças cardíacas: muito comuns em homens acima de 40 anos.
Diabetes tipo 2: silenciosa, mas com grande impacto na qualidade de vida.
Depressão e ansiedade: ainda subdiagnosticadas, mas cada vez mais crescentes entre os homens.
Cuidados para a saúde masculina
Realize check-ups anuais: mesmo sem sintomas, é importante monitorar pressão, glicose, colesterol e realizar exames preventivos.
Adote hábitos saudáveis: pratique exercícios físicos regularmente e mantenha uma alimentação equilibrada.
Cuide da saúde mental: procurar ajuda psicológica não é sinal de fraqueza, é um passo importante para o equilíbrio.
Evite o tabagismo e o excesso de álcool: mudanças difíceis, mas que fazem grande diferença no futuro.
Respeite os sinais do corpo: fadiga constante, alterações no apetite, dores e insônia são sinais de que algo pode estar errado.
Cliniprev: saúde acessível e completa para toda a família
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